segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

face nonagésima quarta - Estranha forma de vida!

Ontem fui ver o filme de Carlos Coelho da Silva - Amália.
Gostei do trabalho, da representação da Sandra (que estava na sala de cinema... e que tanto faz lembrar a Amália!), e da forma como é apresentada a história da 'diva' do fado português! A história de uma mulher simples, do povo, que de repente se torna famosa e que procura a felicidade no amor que parece fugir-lhe constantemente!
É pena que não existam mais filmes sobre tantos outros símbolos nacionais... talvez um dia quando o Eusébio morrer lhe façam também um filme! Mas será que alguém conhece a vida e obra de um António Egas Moniz, de um Ricardo Jorge ou de Jacob de Castro Sarmento? Claro que não! Não têm histórias 'cor de rosa', escândalos amorosos ou tricas de sociedade! Mas com certeza todos sabemos a história do 'menino-prodígio' Cristiano Ronaldo!
Assim se aprende sobre a história e cultura deste país!

domingo, 21 de dezembro de 2008

face nonagésima terceira - Mi confesion

Esta noite fui ver o concerto dos Gotan Project ao Campo Pequeno.
Quem não conhece a sonoridade dos Gotan Project não conhecerá com certeza a riqueza do tango argentino que este trio, constituído por Eduardo Makaroff (argentino), Philippe Cohen Solal (francês) e Christoph H. Müller (suíço), soube agarrar e dar uma outra forma musical. Vale a pena espreitar a página oficial aqui.



Obrigado Princesa pela companhia sempre presente...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

face nonagésima segunda - Sorte ou destreza!

Realmente há situações que nos fazem pensar se é tudo uma questão de sorte ou, simplesmente, há quem seja um verdadeiro sobrevivente! Que o diga o piloto deste avião de acrobacias que perde uma asa durante o vôo mas consegue aterrar contra todas as previsões...
Livra!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

face nonagésima primeira - Quem canta encanta!



E que encanto de voz e de presença em palco!
Rita Redshoes é o nome artístico de Rita Pereira, antiga vocalista dos Atomic Bees e posteriormente teclista de David Fonseca, no projecto musical Silence 4!
Em 2007 deu o salto, inspirada pelo imaginário do "Feiticeiro de Oz" e pelo tema "Let's Dance" de David Bowie, e adoptou o nome Rita Redshoes! O seu primeiro album estava já na calha, e através do projecto "Novos Talentos - FNAC 2007", lança o single "Dream On Girl".
Este ano lançou o seu primeiro album "Golden Era" que levou ontem ao palco do Arena Lounge do Casino de Lisboa!



Simplesmente encantadora...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

face nonagésima - Sempre a correr...



Hoje, durante a minha passagem pela ponte Vasco da Gama, dei por mim a olhar para os outros automobilistas e olhei para o meu velocimetro... 100 Km/h! O que significava que todos os outros circulavam a uma velocidade superior, fazendo por vezes verdadeiras 'acrobacias' para conseguirem passar à frente, aquilo a que costumo chamar de 'verdadeiras bailarinas do asfalto'.
É impressionante como hoje em dia corremos para tudo... até para o trabalho! E depois para casa, mas se for para ir ao café ou simplesmente passear e disfrutar de um belo passeio, é sempre feito a correr e cheio de pressa! Parece que alguém nos ganha ou nos vai tirar o lugar!
Mas pior do que as 'bailarinas' são os 'penetras', aqueles que numa fila de um acesso, têm por hábito ir até ao limite e depois simplesmente 'furar' a fila para entrarem! Será que se acham mais 'espertos' do que os outros ou são apenas mais uns 'coelhos da Alice' sempre atrasados na vida? Gosto de os ver 'agarrados' frente à protecção de segurança à espera que alguém os deixe entrar, ou, no caso da entrada para a Ribeira das Naus, em Lisboa, terem que subir o passeio e acabar frente ao poste do candeeiro, porque o outro era mais ousado ou tinha um jeep ou um camião!
Acha bom senso e maior civismo ao volante!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

face octogésima nona - Um século...



Manoel de Oliveira faz hoje 100 anos! É só o realizador de cinema mais idoso do mundo, com 32 longas-metragens na sua filmografia... não há nenhum Óscar para isto?
Vale a pena dar uma olhadela à sua biografia...
Manoel de Oliveira é originário de uma família da média-alta burguesia, com antepassados fidalgos,[2] facto que muito influenciaria o teor e as temáticas da sua futura obra cinematográfica. O seu pai, Francisco José de Oliveira, foi o primeiro fabricante de lâmpadas em Portugal. Estudou no colégio de jesuítas de A Guarda (Galiza). Na juventude dedicou-se ao atletismo e, mais tarde, ao automobilismo e à vida boémia. Aos vinte anos ingressou na escola de actores de Rino Lupo, cineasta italiano radicado no Porto, um dos pioneiros do cinema português de ficção.
Quando viu o documentário vanguardista Berlim, Sinfonia de uma Cidade de Walther Ruttmann, ficou muito impressionado e decidiu fazer um filme inspirado naquele sobre a cidade do Porto, um documentário de curta metragem sobre a actividade fluvial na Ribeira do Douro: Douro, Faina Fluvial (1931). O filme suscitou a admiração da crítica estrangeira e o desagrado do público nacional. Seria o primeiro documentário de muitos que abordariam, de um ponto de vista etnográfico, o tema da vida marítima da costa de Portugal: o Douro (Oliveira), a Nazaré (Nazaré, Praia de Pescadores, Leitão de Barros), o Algarve (Almadraba Atuneira, António Campos), o Tejo (Avieiros, Ricardo Costa).
Adquiriu entretanto alguma formação técnica nos estúdios alemães da Kodak e, mantendo o gosto pela representação, participou como actor no segundo filme sonoro português, A Canção de Lisboa (1933), de Cottinelli Telmo. Só mais tarde, em 1942, se aventuraria na ficção como realizador: Aniki-Bobó, um enternecedor retrato da infância no cru ambiente neo-realista da Ribeira do Porto. O filme foi um fracasso comercial e só com o tempo iria dar que falar. Oliveira decidiu, talvez por isso, abandonar outros projectos de filmes e envolveu-se nos negócios da família. Não perdeu porém a paixão pelo cinema e em 1956 voltou, com O Pintor e a Cidade.
Em 1963, O Acto da Primavera (segunda docuficção portuguesa) marcou uma nova fase do seu percurso. Com este filme, praticamente ao mesmo tempo que António Campos, iniciou Oliveira em Portugal, a prática da antropologia visual no cinema. Prática essa que seria amplamente explorada por cineastas como João César Monteiro, na ficção, como António Reis, Ricardo Costa e Pedro Costa, no documentário. O Acto da Primavera e A Caça são obras marcantes na carreira de Manoel de Oliveira. O primeiro filme é representativo enquanto incursão no documentário, trabalhado com técnicas de encenação, o segundo como ficção pura em que a encenação não se esquiva ao gosto do documentário.
A obra cinematográfica de Manoel de Oliveira, até então interrompida por pausas e projectos não-realizados, só a partir da sua futura longa metragem (O Passado e o Presente - 1971) prosseguiria sem quebras nem sobressaltos, por uns trinta anos, até ao final do século. A teatralidade imanente de O Acto da Primavera, contaminando esta sua segunda ficção, afirmar-se-ia como estilo pessoal, como forma de expressão que Oliveira achou por bem explorar nos seus filmes seguintes, apoiado por reflexões teóricas de amigos e conhecidos comentadores.
A tetralogia dos amores frustrados seria o palco por excelência de toda essa longa experimentação. O palco seria o plateau, em que o filme falado, em «indizíveis» tiradas teatrais, se tornariam a alma de um cinema puro só por ter o teatro como referência, como origem e fundamento. Eram assim ditos os amores, ditos eram os seus motivos e ditos ficaram os argumentos de quem nisso viu toda a originalidade do mestre invicto: dito e escrito, com muito peso, sem nenhuma emoção, mas sempre com muito sentimento.
Manoel de Oliveira insiste em dizer que só cria filmes pelo gozo de os fazer, independente da reacção dos críticos. Apesar dos múltiplos condecorações em festivais tais como o Festival de Cannes, Festival de Veneza, Festival de Montreal e outros bem conhecidos, leva uma vida retirada e longe das luzes da ribalta.



Parabéns!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

face octogésima oitava - Dia Nacional da EM



Porque ainda há Princesas presas nas torres mais altas!