terça-feira, 12 de outubro de 2010
face centésima septuagésima primeira - O descaramento e a falta de vergonha dos deputados
Crise: Deputado esfomeado reivindica jantar na cantina da AR
O deputado do PS Ricardo Gonçalves gostava de ter a cantina da AR aberta ao jantar. Isto porque 3700€/mês que aufere "não dão para tudo". Fiquei com um "aperto no coração" ao ler isto.
Pensava que nada me podia surpreender na política, mas eis que um deputado me acorda para a triste realidade: Portugal. O absurdo é o limite. O horizonte da estupidez ganha novos desígnios e contornos todo o santo dia. Ao deputado Ricardo Rodrigues dos gravadores junta-se agora o deputado Ricardo Gonçalves das refeições.
Se o primeiro meteu gravadores no bolso. Este afirma que o que lhe põem no bolso não chega para tudo, mesmo que seja um valor a rondar os 3700€/ mês. Uma miséria. "Se abrissem a cantina da Assembleia da República à noite, eu ia lá jantar. Eu e muitos outros deputados da província. Quase não temos dinheiro para comer" Correio da Manhã (vou fazer uma pausa para ir buscar uns kleenex...)
O corte de 5% nos salários irá obrigá-lo, como "deputado da província", a apertar o cinto e consequentemente o estômago, levando-o a sugerir com ironia mas com seriedade (!?) a abertura da cantina da AR para poder jantar. Uma espécie de Sopa dos Pobres mas sem pobres e sem vergonha. Só com políticos, descaramento e sopa.
"Tenho 60 euros de ajudas de custos por dia. Temos de pagar viagens, alojamento e comer fora. Acha que dá para tudo? Não dá" Valerá a pena acrescentar alguma coisa? Não me parece. Só dizer que as almôndegas que comi ao jantar não se vão aguentar no estômago durante muito tempo depois de ter feito copy/paste desta declaração
Mas continuando a dar voz ao Sr. Deputado: "Estamos todos a apertar o cinto, e os deputados são de longe os mais atingidos na carteira". Pois é, coitadinhos, andam todos a pão e água. Alguns são meninos para largar os bifes do Gambrinus.
Bem sabemos que os grandes sacrificados do novo pacote de austeridade do Governo vão ser os senhores deputados. Ninguém tinha dúvidas quanto a isto. E ajuda a explicar o "aperto de coração" que o Primeiro-Ministro sentiu ao ter de tomar estas "medidas duras". Sabia perfeitamente que ao fazê-lo estava a alterar os hábitos alimentares do Sr. Deputado Ricardo Gonçalves, o que é lamentável.
Que tal um regresso à província com o ordenado mínimo e um pacote senhas do Macdonalds? Ser deputado não é o serviço militar obrigatório. Pela parte que me toca de cidadão preocupado está dispensado. Não o quero ver passar necessidades.
Há quem sobreviva com pensões de valor equivalente a 4 dias de ajudas de custo do senhor deputado. Quem ganha o ordenado mínimo está habituado a privações, paciência. Agora com 3700€ por mês e 60€/dia de ajudas compreendo que seja mais difícil saber onde cortar. Podíamos começar por cortar na pouca-vergonha. Mas isso seria pedir demais.
O contraste... sem comentários!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
face centésima sexagésima nona - Bogu à venda
Não, não é nada de esquisito (ou talvez seja para alguns), é apenas o equipamento de protecção para a prática de uma arte marcial, o Kendo.
Depois de alguns anos, decidi desfazer-me do meu equipamento, uma vez que desde a operação à hérnia, nunca mais treinei e abandonei a prática desta modalidade.
Se tivesse uma casa grande com muito espaço para guardar 'tralha' não o vendia, pois acho que é um conjunto fantástico, principalmente o 'men', mas como não tenho muito espaço para 'tralhas' aqui vai...
Este equipamento tem cerca de 5 anos mas apenas teve uso durante pouco mais de um ano. Para os interessados, estou a vender o bogu completo por €200 ou €70 a peça (os dois kote valem por 1 peça).
Aqui ficam as imagens das quatro peças (men, do, tare, kote):

Depois de alguns anos, decidi desfazer-me do meu equipamento, uma vez que desde a operação à hérnia, nunca mais treinei e abandonei a prática desta modalidade.
Se tivesse uma casa grande com muito espaço para guardar 'tralha' não o vendia, pois acho que é um conjunto fantástico, principalmente o 'men', mas como não tenho muito espaço para 'tralhas' aqui vai...
Este equipamento tem cerca de 5 anos mas apenas teve uso durante pouco mais de um ano. Para os interessados, estou a vender o bogu completo por €200 ou €70 a peça (os dois kote valem por 1 peça).
Aqui ficam as imagens das quatro peças (men, do, tare, kote):
quarta-feira, 19 de maio de 2010
face centésima sexagésima oitava - ACREDITAR EM PORTUGAL

Caros amigos, é já no próximo sábado, dia 22 de Maio, que irei prestar o meu contributo para uma causa que me é muito querida, ACREDITAR EM PORTUGAL.
Sou voluntário para a candidatura de um homem que teve a coragem de se chegar à frente e não se limitar a criticar os outros. É alguém que tem já um historial de acções humanitárias e cívicas, quer em Portugal como no estrangeiro. Esse homem chama-se Fernando Nobre é precisa da ajuda de todos nós Portugueses.
Eu vou ajudá-lo a fazer com que Portugal acredite novamente... e tu, acreditas em Portugal?
terça-feira, 18 de maio de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
face centésima sexagésima sexta - Winds of Change
Peugeot 308 1.6 HDi
Esta será a próxima mudança... bem para breve!
Esta será a próxima mudança... bem para breve!
segunda-feira, 22 de março de 2010
face centésima sexagésima quinta - Ao largo do Allgarve!
Pois é caros amigos, cá estou eu já no sul, depois de muito penar neste oceano tantas vezes navegado! Estamos agora frente a Albufeira, pairando para fazer tempo para começar amanhã às 07H00, bem fresquinhos (se é que ainda é possível estar fresco neste momento!), para mais umas quantas estações de amostragem, e, quem sabe, mais algumas aventuras!
quinta-feira, 18 de março de 2010
face centésima sexagésima quarta - A bordo...
Estou embarcado no N.I. "Noruega" desde o dia 15 deste mês. Estamos a fazer colheitas ao longo da costa Portuguesa.
Até agora o mar tem estado óptimo, embora esteja o céu todo nublado (forrado como se diz na gíria marítima), e chove neste momento em Matosinhos.
Uma paragem técnica para reforçar os abastecimentos (bolachas, chocolates, aperitivos, etc.) no porto de Leixões.
Ficam as tais imagens que valem mais do que mil palavras...

Até agora o mar tem estado óptimo, embora esteja o céu todo nublado (forrado como se diz na gíria marítima), e chove neste momento em Matosinhos.
Uma paragem técnica para reforçar os abastecimentos (bolachas, chocolates, aperitivos, etc.) no porto de Leixões.
Ficam as tais imagens que valem mais do que mil palavras...
quarta-feira, 10 de março de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
face centésima sexagésima segunda - Caixas solidárias para a Madeira
Os Correios vão aceitar a partir desta terça-feira o envio gratuito de bens essenciais para fazer face à tragédia que assolou a Madeira, no último fim-de-semana.
A caixa solidária está disponível em todas as 900 estações de correios do país. As pessoas que queiram ajudar os madeirenses têm apenas de pedir uma destas caixas no balcão dos CTT e escrever a palavra «MADEIRA» no espaço do destinatário, sendo que a encomenda está livre de qualquer imposto de selo.
A população madeirense necessita de lençóis, cobertores, mantas, almofadas, roupa interior masculina, feminina e infantil, roupa em geral, produtos de higiene, fraldas, leite em pó, comida para bebé e enlatados.
As caixas solidárias vão chegar à Caritas da Madeira que, por sua vez, tratará de gerir os bens oferecidos, tendo em conta os pedidos de ajuda. O apoio reverterá também para outras instituições como a Associação Protectora dos Pobres, a Delegação Regional ds Abraço no Funchal, a ADENORMA (Associação para o Desenvolvimento da Costa Norte da Madeira) e o núcleo regional da ACREDITAR (Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro), na Madeira.
A campanha está integrada no Projecto de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social, promovido pelos CTT. O projecto incentiva qualquer cidadão a praticar boas acções, ao poder enviar, sem custos, bens essenciais para cerca de 30 instituições de solidariedade social.
A caixa solidária está disponível em todas as 900 estações de correios do país. As pessoas que queiram ajudar os madeirenses têm apenas de pedir uma destas caixas no balcão dos CTT e escrever a palavra «MADEIRA» no espaço do destinatário, sendo que a encomenda está livre de qualquer imposto de selo.
A população madeirense necessita de lençóis, cobertores, mantas, almofadas, roupa interior masculina, feminina e infantil, roupa em geral, produtos de higiene, fraldas, leite em pó, comida para bebé e enlatados.
As caixas solidárias vão chegar à Caritas da Madeira que, por sua vez, tratará de gerir os bens oferecidos, tendo em conta os pedidos de ajuda. O apoio reverterá também para outras instituições como a Associação Protectora dos Pobres, a Delegação Regional ds Abraço no Funchal, a ADENORMA (Associação para o Desenvolvimento da Costa Norte da Madeira) e o núcleo regional da ACREDITAR (Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro), na Madeira.
A campanha está integrada no Projecto de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social, promovido pelos CTT. O projecto incentiva qualquer cidadão a praticar boas acções, ao poder enviar, sem custos, bens essenciais para cerca de 30 instituições de solidariedade social.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
face centésima sexagésima primeira - Ajuda a AMI a ajudar a Madeira
AMI lança campanha de emergência para a Madeira
A AMI inicia hoje campanha de recolha de fundos para missão de emergência na Madeira, disponibilizando, desde já, 50 mil euros para primeiros trabalhos de auxílio às vítimas das chuvas torrenciais que atingiram a Ilha.
A decisão de avançar com uma missão de emergência surge hoje na sequência da visita à Madeira do presidente da AMI, onde, depois de analisar a situação no terreno, reuniu com responsáveis autárquicos e com a delegação no Funchal.
Os donativos podem ser depositados na conta Emergência Madeira:
NIB: 0007 001 500 400 000 00672
Multibanco: Entidade 20 909 Refª 909 909 909
IBAN: PT 50 0007 001 500 400 000 00672
SWITF: BES CPTPL
A AMI, através do Centro Porta Amiga do Funchal, já se encontra a auxiliar os desalojados desde domingo, com a entrega de roupa de cama, de banho, vestuário e calçado e refeições quentes e alimentos básicos. Por outro lado, ao nível dos recursos humanos, a ONG portuguesa respondeu afirmativamente ao apelo efectuado pela Secretaria de Estado da Segurança Social com dois voluntários para trabalhos de acção social e apoio psicológico.
Recorde-se que a AMI tem vindo a actuar na Madeira há mais de uma década. Desde a abertura em 1997 e até ao ano passado, o Centro Porta Amiga do Funchal prestou auxílio social a mais de 3 380 pessoas.
Gabinete de Imprensa
Lisboa, 23 de Janeiro de 2010
A AMI inicia hoje campanha de recolha de fundos para missão de emergência na Madeira, disponibilizando, desde já, 50 mil euros para primeiros trabalhos de auxílio às vítimas das chuvas torrenciais que atingiram a Ilha.
A decisão de avançar com uma missão de emergência surge hoje na sequência da visita à Madeira do presidente da AMI, onde, depois de analisar a situação no terreno, reuniu com responsáveis autárquicos e com a delegação no Funchal.
Os donativos podem ser depositados na conta Emergência Madeira:
NIB: 0007 001 500 400 000 00672
Multibanco: Entidade 20 909 Refª 909 909 909
IBAN: PT 50 0007 001 500 400 000 00672
SWITF: BES CPTPL
A AMI, através do Centro Porta Amiga do Funchal, já se encontra a auxiliar os desalojados desde domingo, com a entrega de roupa de cama, de banho, vestuário e calçado e refeições quentes e alimentos básicos. Por outro lado, ao nível dos recursos humanos, a ONG portuguesa respondeu afirmativamente ao apelo efectuado pela Secretaria de Estado da Segurança Social com dois voluntários para trabalhos de acção social e apoio psicológico.
Recorde-se que a AMI tem vindo a actuar na Madeira há mais de uma década. Desde a abertura em 1997 e até ao ano passado, o Centro Porta Amiga do Funchal prestou auxílio social a mais de 3 380 pessoas.
Gabinete de Imprensa
Lisboa, 23 de Janeiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
face centésima sexagésima- Prevenção ou premonição?
No passado dia 13 de Janeiro, a RTP-Madeira passava uma reportagem sobre a prevenção de enxurradas e deslizamentos de terras causadas por fortes precipitações.
Fala-se nesta peça sobre mapas de risco (que não foram feitos), responsabilidades declinadas por parte do Governo Regional, muitas teorias de previsão de chuvas torrenciais e demasiado protagonismo. A reportagem tem por base o acontecimento de 1993, onde morreram 5 pessoas e houve cerca de 200 desalojados.
Aprendemos alguma coisa? Uma semana depois, tivemos uma das maiores precipitações dos últimos tempo, com o resultado que está à vista (ou que pelo menos nos é dado a ver)...
Será que é desta que seremos capazes de abrir os olhos e agir?
Fala-se nesta peça sobre mapas de risco (que não foram feitos), responsabilidades declinadas por parte do Governo Regional, muitas teorias de previsão de chuvas torrenciais e demasiado protagonismo. A reportagem tem por base o acontecimento de 1993, onde morreram 5 pessoas e houve cerca de 200 desalojados.
Aprendemos alguma coisa? Uma semana depois, tivemos uma das maiores precipitações dos últimos tempo, com o resultado que está à vista (ou que pelo menos nos é dado a ver)...
Será que é desta que seremos capazes de abrir os olhos e agir?
sábado, 20 de fevereiro de 2010
face centésima quinquagésima nona- Acreditar em Portugal

19 de Fevereiro de 2010 / 20h00
Auditório do Padrão dos Descobrimentos
Belém - Lisboa
Portugueses,
Sou candidato a Presidente da República, impulsionado por imperativo moral, de consciência e de cidadania.
Portugal precisa de um Presidente que venha verdadeiramente da sociedade civil, que seja independente, que nada precise da política e que conheça bem o país e o mundo.
Nada tenho contra os partidos ou a democracia partidária, porque não existe outra. Mas sou contra o sufoco partidário da vida pública. Acredito, sincera e profundamente que um homem livre, só e independente, pode servir melhor o país, nesta altura tão difícil e sensível para Portugal. A magistratura suprapartidária do Presidente da República deve ser exercida sem demagogias, sem populismos, sem anti-corpos contra os partidos e os políticos.
Não peço nem pedirei nenhum apoio que não o dos cidadãos que se identifiquem com o meu projecto, e aceitarei de bom grado todos os que a minha consciência não rejeitar, não me enfeudando a nenhum …
A minha candidatura é, também, a candidatura dos que não tiveram voz até agora, dos que se desiludiram com a política, dos que acreditam que a política não se esgota nos políticos e não é a sua coutada privada. Não é uma candidatura neutral, é uma candidatura empenhada, que diz respeito a todos aqueles para quem o destino do país não é indiferente, e que acreditam que as mudanças indispensáveis podem, ainda, ser feitas dentro do quadro constitucional e institucional.
Sei que muitos pensam ou já pensaram muitas vezes o mesmo que eu, mas não acreditaram que valesse a pena este combate. Chegou a hora da grande, determinada e corajosa opção de actuar, de acreditar em Portugal. Chegou a hora de não continuar de fora, chegou a hora de travar as dúvidas e de combater a maledicência, chegou a hora da esperança e da confiança no nosso futuro colectivo. Portugal é uma questão que diz respeito a todos os portugueses: ninguém se pode eximir desse dever de cidadania indeclinável.
Sou democrata, patriota e com particular sensibilidade social e humanística. Tenho orgulho de ser português e, trago bem enraizadas em mim as marcas da multiculturalidade, da lusofonia e de uma profunda mundivivência.
Sou apartidário mas não apolítico. Tenho os meus valores e os meus princípios e não acredito num saco de gatos onde todos cabem. O meu espaço político, mais do que definido à esquerda, à direita ou ao centro, é o da liberdade, da justiça social, do humanismo, da ética, da solidariedade, da transparência na vida pública e da adequada, justa e indispensável função redistributiva do Estado, que abranja no que diz respeito aos deveres, e não apenas aos direitos, todos os cidadãos de todas as áreas do território nacional. Procurarei, assim, que a sociedade portuguesa e todas as suas instituições se libertem dos velhos paradigmas e passem a reconhecer o mérito, a premiar a excelência, e a recusar a impunidade.
Conhecendo os poderes presidenciais que a Constituição reserva ao Presidente, não tenho um programa político para a governação – tal compete ao Governo eleito – mas apenas um programa que constitui um compromisso moral intransigente, com o qual me comprometo e pelo qual responderei sempre perante os portugueses e Portugal.
Não usurparei nenhum poder que não me caiba pela Constituição, mas não prescindirei de exercer nenhum dos que me competem. Não serei factor de perturbação das instituições, mas sim garante da sua estabilidade e regular funcionamento, tal como manda a Constituição.
Não interferirei nem dificultarei a vida a qualquer Governo, mas não presidirei, de braços cruzados, ao desgoverno do país ou à degradação das suas condições de vida, da sua essencial coesão social, do seu desenvolvimento, da sua justiça, da sua democracia e da dignidade de Portugal.
Se for eleito Presidente, como espero, embora limitado aos poderes que a Constituição me confere, prestarei contas ao País sempre que necessário.
À luz que faço do mandato presidencial proponho-me:
1 - Lutar, promover e incentivar a regeneração ética da vida política do país. Todos os eleitos, todos os nomeados politicamente, estão ao serviço do país e têm de prestar contas, honrar as suas propostas, assumir as responsabilidades e deveres do cargo e as consequências dos seus actos. Serei intransigente a exigir de cada um o cumprimento das suas obrigações. Portugal espera de cada um que cumpra o seu dever. A todos exigirei o mesmo que exigirei a mim próprio: trabalho, cidadania, solidariedade e ética.
2 - Apoiar e incentivar todos os esforços do governo e da sociedade civil no caminho da justiça social em todos os sectores da vida dos cidadãos: na educação, na saúde, nas oportunidades de emprego, na criação de riqueza, na justiça fiscal, na promoção de condições de vida dignas. Estarei particularmente atento à situação dos desempregados e dos trabalhadores precários assim como ao futuro dos nossos jovens, à dignidade do fim da vida dos nossos idosos, às comunidades emigrantes e imigrantes, porque entendo que todos eles são essenciais a uma equilibrada e saudável coesão social nacional.
3 - Defender a soberania nacional, tal como compete ao Presidente, entendida num sentido amplo e concreto: a defesa dos seus recursos e riquezas naturais, do seu património histórico e natural, da língua, da cultura e do prestígio do seu nome no concerto das nações.
4 - Não pactuar com a situação trágica da justiça em Portugal. É privilégio e função primeira do Estado a aplicação da justiça, e um Estado que o não faz é um Estado que não tem justificação moral. Defenderei, pois, intransigentemente, a independência da Justiça, mas não aceitarei que o corporativismo, a ineficácia, a irresponsabilidade ou as justificações de circunstância neguem o direito de todos, por igual, à Justiça. Também na Educação, na Saúde, na Economia e na Defesa, é a Justiça que deve estar ao serviço das pessoas e do Estado e não o contrário.
Portugueses: Todos sabemos que Portugal não é um País rico e que a sua situação económica e financeira é hoje muito difícil. Não existem milagres nem soluções mágicas em tempo recorde. A minha tarefa será a de despertar, motivar e incentivar o espírito de cidadania em cada um dos portugueses: todos temos direitos, e todos temos deveres para com o país.
A missão - que já não pode mais ser adiada - de devolver a todos a fé na democracia, a esperança num país melhor e a confiança num país justo, cabe a todos e a cada um dos portugueses, e não apenas aos que governam e decidem.
Temos enormes potencialidades: uma lusofonia à dimensão do mundo, um mar com reservas inexploradas, jovens cientistas de craveira internacional e um povo ímpar, que foi dos poucos povos que marcou indelevelmente a História da Humanidade.
Assim, não acredito em nenhum fatalismo lusitano para que Portugal seja regularmente citado pelas piores razões.
Candidato-me, não apenas porque o imperativo da hora me impõe esse dever moral e cívico, mas, sobretudo, porque a tarefa de não nos conformarmos a assistir, sem nada fazer, à agonia lenta de Portugal é uma exigência dos que vêm a seguir – os nossos filhos e netos - que não podemos ignorar nem desiludir.
Estou consciente que esta será uma batalha difícil, talvez até invencível, mas não será nunca inútil: a luta contra a indiferença sempre foi e será a minha marca individual. A minha candidatura é, assim, uma questão de coerência para comigo próprio.
É HORA DE ACREDITAR EM PORTUGAL!
Agora e aqui, neste Padrão dos Descobrimentos, alicerçados na nossa História convido-vos a olhar para o futuro, destemidos e a trabalhar com perseverança e afinco para vencermos os novos adamastores que nos angustiam e amedrontam, e assim transformarmos os actuais “cabos das tormentas” em “novos cabos de esperança” que iluminarão Portugal.
Convido-vos a todos para esse combate em nome dos nossos filhos e netos.
Em nome da esperança,
Em nome do “Acreditar em Portugal”.
Viva Portugal!
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
face centésima quinquagésima oitava - Carlos Afonso Dias - Morreu um fotógrafo
Foi com um misto de surpresa e de tristeza que recebi a notícia da morte de Carlos Afonso Dias. Ontem nos jornais, mas principalmente nos circuitos das artes, e da fotografia em particular, era dado a conhecer o óbito deste admirador de Henri Cartier-Bresson.
Tive o prazer de conhecer este homem pessoalmente, um dia nos corredores do então INIP, e termos tido uma breve conversa sobre fotografia, a qual que me deixou fascinado! Principalmente porque tinha uma imagem do Eng. Afonso Dias completamente diferente!
Uns anos mais tarde (2008) visito uma exposição de fotografia, na Galeria PENTE 10, de um fotógrafo chamado Carlos Martinez Afonso Dias e fico maravilhado ao descobrir que este senhor era o Eng. Afonso Dias com quem tinha tido aquela breve conversa!

Perdeu-se mais 'um grande poeta', como o descreveu um dia José Manuel Rodrigues...
Tive o prazer de conhecer este homem pessoalmente, um dia nos corredores do então INIP, e termos tido uma breve conversa sobre fotografia, a qual que me deixou fascinado! Principalmente porque tinha uma imagem do Eng. Afonso Dias completamente diferente!
Uns anos mais tarde (2008) visito uma exposição de fotografia, na Galeria PENTE 10, de um fotógrafo chamado Carlos Martinez Afonso Dias e fico maravilhado ao descobrir que este senhor era o Eng. Afonso Dias com quem tinha tido aquela breve conversa!

Perdeu-se mais 'um grande poeta', como o descreveu um dia José Manuel Rodrigues...
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
face centésima quinquagésima sétima - Prevenção Rodoviária
A TAC - Transport Accident Comission, entidade responsável pela prevenção rodoviária na Austrália tem 20 anos de campanhas em spots televisivos e de cinema. Este é o da comemoraçãos dos 20 anos de actividade... cada video pode ser visionado aqui.
BRUTAL... mas por certo eficaz!
nota: imagens chocantes!
BRUTAL... mas por certo eficaz!
nota: imagens chocantes!
face centésima quinquagésima sexta - Guerras de Alecrim e Mangerona
Quando é necessário criar 'diversão' nada como um 'diz-que-disse' e tudo se centra em meia dúzia de actores (por sinal maus actores) e o 'povo, alimentado com o pão e animado com o circo' lá vai andando, sem aumentos nos salários, mas temos a selecção no Mundial!, sem grande poder de compra, mas ainda assim não estamos afinal a par com a Grécia (ou será que estamos?).
Enfim, mais uma comédia (ou será uma tragédia?)...
Aqui fica o guião...
O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento.
O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.
Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.
Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.
Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.
Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.
Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.
Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009.
O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.
O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”.
O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.
Foi-se o “problema” que era o Director do Público.
Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu.
Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.
Enfim, mais uma comédia (ou será uma tragédia?)...
Aqui fica o guião...
O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento.
O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.
Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.
Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.
Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.
Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.
Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.
Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009.
O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.
O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”.
O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.
Foi-se o “problema” que era o Director do Público.
Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu.
Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
face centésima quinquagésima quinta - 760 206 206
Ligue para o 760 206 206 e ajude o Haiti. A PT e a TMN estão a ajudar as ONGs Portuguesas no apoio às milhares de vítimas do sismo que recentemente devastou o Haiti. Solidária com a difícil situação que se vive no Haiti, a PT acaba de lançar uma Campanha de Solidariedade que desafia os seus clientes a mobilizarem-se por esta causa e a corresponderem ao apelo lançado pelo Haiti e a comunidade internacional através da realização de uma simples chamada telefónica.
A PT e a TMN disponibilizam, assim, a partir de hoje, um número para o qual os seus clientes podem ligar a partir do telefone fixo ou do telemóvel: 760 206 206. Cada chamada realizada para o 760 206 206 apresenta o valor de 60 cêntimos (+ IVA), que reverterá a favor de Organizações Não Governamentais (ONGs) com missões no Haiti: a AMI, a Cruz Vermelha e os Médicos do Mundo.
Todos os clientes PT que ligarem para o 760 206 206 multiplicarão a quantia que ajudará as diferentes ONGs a fazer a diferença no Haiti, nomeadamente através da distribuição de bens de primeira necessidade, como géneros alimentícios, medicamentos ou abrigos.
Ligue já e ajude as vítimas do sismo que assolou o Haiti.
sábado, 9 de janeiro de 2010
face centésima quinquagésima quarta - Casamento Gay
Ainda sobre este tema, João Pereira Coutinho escreveu assim no Expresso:
Uma agressão somente à religião Católica? Não (não existem casamentos entre indivíduos do mesmo sexo em nenhuma religião).
Uma agressão somente à Civilização Ocidental? Não (não existem casamentos entre indivíduos do mesmo sexo em nenhuma civilização).
Uma agressão somente à humanidade? Não (não existem casamentos entre indivíduos do mesmo sexo em nenhum grupo de humanos).
Uma agressão à Natureza? Certamente não há no Reino Animal situações de acasalamento entre indivíduos do mesmo sexo.
Casamento "gay".
Abomino histerias. E o casamento "gay" é histeria. Segundo dizem, recusar o casamento a pessoas do mesmo sexo é uma "discriminação". As pessoas dizem a palavra - "discriminação" - e esperam que eu me comova. Não me comovo. Claro que é uma discriminação. E daí? Todos os dias, a todas as horas, sobre as mais variadas personagens, a sociedade exerce as suas "discriminações". Se, por mera hipótese, eu pretendesse casar com duas mulheres, estaria impedido pela força da lei. Não será isto uma "discriminação"? Por que motivo o Estado impede que três adultos que se amam possam construir uma família em conjunto?
Arrisco hipótese: porque a sociedade estabeleceu os seus códigos de conduta, os seus símbolos, as suas "instituições". São estes códigos, estes símbolos, estas "instituições" que sustentam a vida em sociedade e não vale a pena questioná-los por cálculo racionalista. Acabamos por
chegar a conclusões francamente lunáticas. Se o casamento passasse a ser um mero contrato baseado no afecto (a visão sentimental da tribo), não haveria nenhuma razão substancial para impedir todas as formas possíveis de casamento: entre pais e filhos; entre irmãos; entre duas
mulheres e um homem; entre uma mulher e vários homens; etc.
É justo que duas pessoas do mesmo sexo que partilham uma vida em comum possam assegurar certos direitos sucessórios ou fiscais. Não é justo desmontar o casamento tradicional para acomodar o capricho de uns quantos. Pior: o gesto apenas abriria uma nova forma de"discriminação" sobre todos os outros - pais e filhos; irmãos; duas mulheres e um homem; uma mulher e vários homens - que são deixados injustamente à porta do matrimónio. Tenham juízo e, já agora portem-se como homenzinhos.
Não me tinha lembrado desta discriminação... com tanta dificuldade que há em comprar casa, era uma solução! Mas pensando bem, se já é uma carga de trabalhos aturar um conjuge, imaginem dois! livra!
Só nos lembramos de defender os nossos direitos (leia-se prazeres!), porque os direitos, esses, ficam muito aquem!
É caso para dizer "tenham juizo e, já agora façam o favor de ser felizes! Obrigado Solnado!
Uma agressão somente à religião Católica? Não (não existem casamentos entre indivíduos do mesmo sexo em nenhuma religião).
Uma agressão somente à Civilização Ocidental? Não (não existem casamentos entre indivíduos do mesmo sexo em nenhuma civilização).
Uma agressão somente à humanidade? Não (não existem casamentos entre indivíduos do mesmo sexo em nenhum grupo de humanos).
Uma agressão à Natureza? Certamente não há no Reino Animal situações de acasalamento entre indivíduos do mesmo sexo.
Casamento "gay".
Abomino histerias. E o casamento "gay" é histeria. Segundo dizem, recusar o casamento a pessoas do mesmo sexo é uma "discriminação". As pessoas dizem a palavra - "discriminação" - e esperam que eu me comova. Não me comovo. Claro que é uma discriminação. E daí? Todos os dias, a todas as horas, sobre as mais variadas personagens, a sociedade exerce as suas "discriminações". Se, por mera hipótese, eu pretendesse casar com duas mulheres, estaria impedido pela força da lei. Não será isto uma "discriminação"? Por que motivo o Estado impede que três adultos que se amam possam construir uma família em conjunto?
Arrisco hipótese: porque a sociedade estabeleceu os seus códigos de conduta, os seus símbolos, as suas "instituições". São estes códigos, estes símbolos, estas "instituições" que sustentam a vida em sociedade e não vale a pena questioná-los por cálculo racionalista. Acabamos por
chegar a conclusões francamente lunáticas. Se o casamento passasse a ser um mero contrato baseado no afecto (a visão sentimental da tribo), não haveria nenhuma razão substancial para impedir todas as formas possíveis de casamento: entre pais e filhos; entre irmãos; entre duas
mulheres e um homem; entre uma mulher e vários homens; etc.
É justo que duas pessoas do mesmo sexo que partilham uma vida em comum possam assegurar certos direitos sucessórios ou fiscais. Não é justo desmontar o casamento tradicional para acomodar o capricho de uns quantos. Pior: o gesto apenas abriria uma nova forma de"discriminação" sobre todos os outros - pais e filhos; irmãos; duas mulheres e um homem; uma mulher e vários homens - que são deixados injustamente à porta do matrimónio. Tenham juízo e, já agora portem-se como homenzinhos.
Não me tinha lembrado desta discriminação... com tanta dificuldade que há em comprar casa, era uma solução! Mas pensando bem, se já é uma carga de trabalhos aturar um conjuge, imaginem dois! livra!
Só nos lembramos de defender os nossos direitos (leia-se prazeres!), porque os direitos, esses, ficam muito aquem!
É caso para dizer "tenham juizo e, já agora façam o favor de ser felizes! Obrigado Solnado!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
face centésima quinquagésima terceira- Árvore Geneológica
É crónica do Luis Fernando Veríssimo, filho do Erico Verissimo, que publica semanalmente na folha de S. Paulo, a não perder...
Árvore Genealógica - Luiz Fernando Veríssimo
- Mãe, vou casar!
- Jura, meu filho ?! Estou tão feliz ! Quem é a moça ?
- Não é moça. Vou casar com um moço. O nome dele é Murilo.
- Você falou Murilo... Ou foi meu cérebro que sofreu um pequeno surto psicótico?
- Eu falei Murilo. Por que, mãe? Tá acontecendo alguma coisa?
- Nada, não.. Só minha visão que está um pouco turva. E meu coração, que talvez dê uma parada. No mais, tá tudo ótimo.
- Se você tiver algum problema em relação a isto, melhor falar logo...
- Problema ? Problema nenhum. Só pensei que algum dia ia ter uma nora... Ou isso.
- Você vai ter uma nora. Só que uma nora... Meio macho. Ou um genro meio fêmea. Resumindo: uma nora quase macho, tendendo a um genro quase fêmea...
- E quando eu vou conhecer o meu. A minha... O Murilo ?
- Pode chamar ele de Biscoito. É o apelido.
- Tá ! Biscoito... Já gostei dele... Alguém com esse apelido só pode ser uma pessoa bacana. Quando o Biscoito vem aqui ?
- Por quê ?
- Por nada. Só pra eu poder desacordar seu pai com antecedência.
- Você acha que o Papai não vai aceitar ?
- Claro que vai aceitar! Lógico que vai. Só não sei se ele vai sobreviver... Mas isso também é uma bobagem. Ele morre sabendo que você achou sua cara-metade... E olha que espetáculo: as duas metade com bigode.
- Mãe, que besteira ... Hoje em dia ... Praticamente todos os meus amigos são gays.
- Só espero que tenha sobrado algum que não seja... Pra poder apresentar pra tua irmã.
- A Bel já tá namorando.
- A Bel? Namorando ?! Ela não me falou nada... Quem é?
- Uma tal de Veruska.
- Como ?
- Veruska...
- Ah !, bom! Que susto! Pensei que você tivesse falado Veruska.
- Mãe !!!...
- Tá..., tá..., tudo bem... Se vocês são felizes. Só fico triste porque não vou ter um neto...
- Por que não ? Eu e o Biscoito queremos dois filhos. Eu vou doar os espermatozóides. E a ex-namorada do Biscoito vai doar os óvulos.
- Ex-namorada? O Biscoito tem ex-namorada?
- Quando ele era hétero... A Veruska.
- Que Veruska ?
- Namorada da Bel...
- "Peraí". A ex-namorada do teu atual namorado... E a atual namorada da tua irmã. Que é minha filha também... Que se chama Bel. É isso? Porque eu me perdi um pouco...
- É isso. Pois é... A Veruska doou os óvulos. E nós vamos alugar um útero.
- De quem ?
- Da Bel.
- Mas . Logo da Bel ?! Quer dizer então... Que a Bel vai gerar um filho teu e do Biscoito. Com o teu espermatozóide e com o óvulo da namorada dela, que é a Veruska...
- Isso.
- Essa criança, de uma certa forma, vai ser tua filha, filha do Biscoito, filha da Veruska e filha da Bel.- Em termos...
- A criança vai ter duas mães : você e o Biscoito.E dois pais: a Veruska e a Bel.
- Por aí...
- Por outro lado, a Bel...,além de mãe, é tia... Ou tio.... Porque é tua irmã.
- Exato. E ano que vem vamos ter um segundo filho. Aí o Biscoito é que entra com o espermatozóide. Que dessa vez vai ser gerado no ventre da Veruska... Com o óvulo da Bel. A gente só vai trocar.
- Só trocar, né ? Agora o óvulo vai ser da Bel. E o ventre da Veruska.
- Exato!
- Agora eu entendi! Agora eu realmente entendi...
- Entendeu o quê?
- Entendi que é uma espécie de swing dos tempos modernos!
- Que swing, mãe?!!....
- É swing, sim! Uma troca de casais... Com os óvulos e os espermatozóides, uma hora no útero de uma, outra hora no útero de outra...
- Mas..
- Mas uns tomates! Isso é um bacanal de última geração! E pior... Com incesto no meio...
- A Bel e a Veruska só vão ajudar na concepção do nosso filho, só isso...
- Sei!!!... E quando elas quiserem ter filhos...
- Nós ajudamos.
- Quer saber? No final das contas não entendi mais nada. Não entendi quem vai ser mãe de quem, quem vai ser pai de quem, de quem vai ser o útero, o espermatozóide... A única coisa que eu entendi é que...
- Que.. ?
- Fazer árvore genealógica daqui pra frente... vai ser f...
(Luiz Fernando Veríssimo )
Árvore Genealógica - Luiz Fernando Veríssimo
- Mãe, vou casar!
- Jura, meu filho ?! Estou tão feliz ! Quem é a moça ?
- Não é moça. Vou casar com um moço. O nome dele é Murilo.
- Você falou Murilo... Ou foi meu cérebro que sofreu um pequeno surto psicótico?
- Eu falei Murilo. Por que, mãe? Tá acontecendo alguma coisa?
- Nada, não.. Só minha visão que está um pouco turva. E meu coração, que talvez dê uma parada. No mais, tá tudo ótimo.
- Se você tiver algum problema em relação a isto, melhor falar logo...
- Problema ? Problema nenhum. Só pensei que algum dia ia ter uma nora... Ou isso.
- Você vai ter uma nora. Só que uma nora... Meio macho. Ou um genro meio fêmea. Resumindo: uma nora quase macho, tendendo a um genro quase fêmea...
- E quando eu vou conhecer o meu. A minha... O Murilo ?
- Pode chamar ele de Biscoito. É o apelido.
- Tá ! Biscoito... Já gostei dele... Alguém com esse apelido só pode ser uma pessoa bacana. Quando o Biscoito vem aqui ?
- Por quê ?
- Por nada. Só pra eu poder desacordar seu pai com antecedência.
- Você acha que o Papai não vai aceitar ?
- Claro que vai aceitar! Lógico que vai. Só não sei se ele vai sobreviver... Mas isso também é uma bobagem. Ele morre sabendo que você achou sua cara-metade... E olha que espetáculo: as duas metade com bigode.
- Mãe, que besteira ... Hoje em dia ... Praticamente todos os meus amigos são gays.
- Só espero que tenha sobrado algum que não seja... Pra poder apresentar pra tua irmã.
- A Bel já tá namorando.
- A Bel? Namorando ?! Ela não me falou nada... Quem é?
- Uma tal de Veruska.
- Como ?
- Veruska...
- Ah !, bom! Que susto! Pensei que você tivesse falado Veruska.
- Mãe !!!...
- Tá..., tá..., tudo bem... Se vocês são felizes. Só fico triste porque não vou ter um neto...
- Por que não ? Eu e o Biscoito queremos dois filhos. Eu vou doar os espermatozóides. E a ex-namorada do Biscoito vai doar os óvulos.
- Ex-namorada? O Biscoito tem ex-namorada?
- Quando ele era hétero... A Veruska.
- Que Veruska ?
- Namorada da Bel...
- "Peraí". A ex-namorada do teu atual namorado... E a atual namorada da tua irmã. Que é minha filha também... Que se chama Bel. É isso? Porque eu me perdi um pouco...
- É isso. Pois é... A Veruska doou os óvulos. E nós vamos alugar um útero.
- De quem ?
- Da Bel.
- Mas . Logo da Bel ?! Quer dizer então... Que a Bel vai gerar um filho teu e do Biscoito. Com o teu espermatozóide e com o óvulo da namorada dela, que é a Veruska...
- Isso.
- Essa criança, de uma certa forma, vai ser tua filha, filha do Biscoito, filha da Veruska e filha da Bel.- Em termos...
- A criança vai ter duas mães : você e o Biscoito.E dois pais: a Veruska e a Bel.
- Por aí...
- Por outro lado, a Bel...,além de mãe, é tia... Ou tio.... Porque é tua irmã.
- Exato. E ano que vem vamos ter um segundo filho. Aí o Biscoito é que entra com o espermatozóide. Que dessa vez vai ser gerado no ventre da Veruska... Com o óvulo da Bel. A gente só vai trocar.
- Só trocar, né ? Agora o óvulo vai ser da Bel. E o ventre da Veruska.
- Exato!
- Agora eu entendi! Agora eu realmente entendi...
- Entendeu o quê?
- Entendi que é uma espécie de swing dos tempos modernos!
- Que swing, mãe?!!....
- É swing, sim! Uma troca de casais... Com os óvulos e os espermatozóides, uma hora no útero de uma, outra hora no útero de outra...
- Mas..
- Mas uns tomates! Isso é um bacanal de última geração! E pior... Com incesto no meio...
- A Bel e a Veruska só vão ajudar na concepção do nosso filho, só isso...
- Sei!!!... E quando elas quiserem ter filhos...
- Nós ajudamos.
- Quer saber? No final das contas não entendi mais nada. Não entendi quem vai ser mãe de quem, quem vai ser pai de quem, de quem vai ser o útero, o espermatozóide... A única coisa que eu entendi é que...
- Que.. ?
- Fazer árvore genealógica daqui pra frente... vai ser f...
(Luiz Fernando Veríssimo )
face centésima quinquagésima segunda - SixthSense
Esta demonstração -- do laboratório de Pattie Maes do MIT, liderado por Pranav Mistry -- era muito falada no TED. É um dispositivo portátil, com um projector, que abre o caminho para uma grande interacção com o nosso meio envolvente. Imaginem o "Relatório Minoritário (Minority Report)" mais qualquer coisa.
Subscrever:
Comentários (Atom)
