Qual a razão da letra B nas terras a norte de Portugal se pronunciar como um V? Alguém sabe a explicação para tal? Qual a razão de se pronunciar a mesma letra de duas formas diferentes? Estará relacionado com a letra hebraica Beit k que, se tiver um dagesh no meio se pronuncia como um B, caso contrário lê-se V? Será uma herança dos primeiros judeus que por cá passaram?
Se dermos 'asas à imaginação' podemos ver que a letra Beit com o dagesh até se assemelha à letra B, e com mais imaginação ainda conseguimos ver um V no Beit sem dagesh (embora esteja meio de lado). Enfim, de qualquer forma, em termos de gematria o valor é sempre o mesmo, 2 (412 considerando a quinta gematriote proposta por Moisés Cordovero que atribui a cada letra a soma dos valores das letras que a compõem, ou seja, neste caso, e para a letra Beit, temos Beit-Yod-Tav: 2+10+400=412)!
E pronto, hoje deu-me para isto, discorrer sobre semântica... podia ter sido pior! É o que dá andar a ler livros sobre a Cabala!
Entretanto, o 'pequeno laranja' não se aguentou e morreu esta noite! Não importa quanto tempo estamos neste Mundo, o importante é passarmos e deixarmos uma marca nos outros! A mim marcou-me e continua a fazer sentido as 'tais pequenas coisas' que nos fazem voltar atrás.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
face trigésima quinta - Never on time
Never on time é o título da terceira exposição de pintura e instalação de Fabesko em Portugal, que está patente na Galeria de São Bento, até ao dia 6 de Maio. Nascida em 1970, a artista francesa a residir no Canadá, recria com frequência o universo infantil, através de temáticas relacionadas com o imaginário dos super heróis, dos bonecos e da simplicidade do mundo lúdico das crianças, ao qual alia o pensamento adulto sobre o mundo.
A exposição questiona uma vez mais a sociedade dogmática em que vivemos – "Toda a minha vida estive atrasada. É voluntário? ou sou como os protagonistas dos meus quadros: Incapaz de salvar o Mundo."
Galeria de São Bento
Rua do Machadinho, 1 - Lisboa
Horário: terça a sexta das 13h00 às 20h00
domingo, 27 de abril de 2008
face trigésima quarta - Caminhos...
Certos dias surgem no nosso caminho desafios que nos fazem parar, pensar e voltar atrás...
Talvez o acidente que tive com o carro no início da semana, e que me tem privado da sua utilização nestes último dias, tenha uma razão, um objectivo maior. Uma dessas é, de certeza, a de me levar a observar as pequenas coisas que nos rodeiam (as tais que nos fazem ver Deus!).
Ontem foi, de certeza, um desses dias! Ao fazer o percurso a pé da Atalaia para o Montijo, numa recta que atravessa terrenos baldios e algumas vivendas, chamou-me a atenção um vulto laranja e preto, num canto junto a um muro. Primeiro passei! Depois, parei e voltei atrás. Ainda pensei que era um furão que tivesse sido atropelado e atirado para a berma da estrada, mas depois vi que eram dois gatos que deviam ter apenas alguns dias de vida. Abandonados à sua sorte!
Toquei no laranja suspeitando que já estaria morto mas acabara de se mexer! Não me perguntem porquê, mas peguei nele e levei-o comigo.
Segui caminho tentando esquecer o outro que ficara para trás! Não consegui andar mais do que 10 metros e voltei para trás para o trazer! Afinal quem era eu para escolher quem deveria viver ou morrer? Estava já morto! Pela rigidez do corpo deveria estar morto há algum tempo. Acabei por voltar para casa com o laranja, cabia totalmente na minha mão! "Aguenta-te pequeno" dizia eu, como que a incentivá-lo a lutar pela vida
É claro que as 'princesas' lá de casa não acharam muita piada o intruso e receberam-no com bufos e arrufos! Mas eu já estava decidido a salvá-lo e elas teriam que se aguentar!
Não tinha leite de substituição para lhe dar por isso apenas teve direito a água e Redrate para repor os sais e no início da noite um pouco de leite de vaca misturado com água.
Hoje de manhã comprei-lhe leite de substituição e tem alternado longas dormidas com sessões de amamentação a biberão! Embora ainda não tenha muita força nas patas já se mexe bem e farta-se de miar (o que é bom sinal).
Aguenta-te pequeno... estás no bom caminho!
Talvez o acidente que tive com o carro no início da semana, e que me tem privado da sua utilização nestes último dias, tenha uma razão, um objectivo maior. Uma dessas é, de certeza, a de me levar a observar as pequenas coisas que nos rodeiam (as tais que nos fazem ver Deus!).
Ontem foi, de certeza, um desses dias! Ao fazer o percurso a pé da Atalaia para o Montijo, numa recta que atravessa terrenos baldios e algumas vivendas, chamou-me a atenção um vulto laranja e preto, num canto junto a um muro. Primeiro passei! Depois, parei e voltei atrás. Ainda pensei que era um furão que tivesse sido atropelado e atirado para a berma da estrada, mas depois vi que eram dois gatos que deviam ter apenas alguns dias de vida. Abandonados à sua sorte!
Toquei no laranja suspeitando que já estaria morto mas acabara de se mexer! Não me perguntem porquê, mas peguei nele e levei-o comigo.
Segui caminho tentando esquecer o outro que ficara para trás! Não consegui andar mais do que 10 metros e voltei para trás para o trazer! Afinal quem era eu para escolher quem deveria viver ou morrer? Estava já morto! Pela rigidez do corpo deveria estar morto há algum tempo. Acabei por voltar para casa com o laranja, cabia totalmente na minha mão! "Aguenta-te pequeno" dizia eu, como que a incentivá-lo a lutar pela vida
É claro que as 'princesas' lá de casa não acharam muita piada o intruso e receberam-no com bufos e arrufos! Mas eu já estava decidido a salvá-lo e elas teriam que se aguentar!
Não tinha leite de substituição para lhe dar por isso apenas teve direito a água e Redrate para repor os sais e no início da noite um pouco de leite de vaca misturado com água.
Hoje de manhã comprei-lhe leite de substituição e tem alternado longas dormidas com sessões de amamentação a biberão! Embora ainda não tenha muita força nas patas já se mexe bem e farta-se de miar (o que é bom sinal).
Aguenta-te pequeno... estás no bom caminho!
quarta-feira, 23 de abril de 2008
face trigésima terceira - Dia Mundial do Escutismo
Não podia deixar passar este dia sem o referir numa face... afinal é 'apenas e tão somente' um Movimento com 28 milhões de faces em todo o Mundo! Nem mesmo o facto de ontem ter sido empurrado literalmente para uma rotunda por um camião de porcos, em pleno Montijo, e ter ficado com o carro com um novo visual do lado direito, estilo 'crash and tow'... enfim, as companhias de seguros que se entendam que é para isso que pagamos pequenas fortunas todos os anos!Mas voltando ao Escutismo e ao Dia Mundial que hoje se comemora em todo o Mundo, deixo aqui um pequeno pensamento de B.P. para reflectirmos o que significa este movimento mundial para cada um de nós...
"When one has passed the 75th milestone and has got to that stage of life when you think twice before deciding whether it is now worth while to order a new evening coat, it is allowable for one to look back along the road one has travelled.
Your natural inclination is to preach and to warn other travellers of snags in the path, but isn't it better to signal to them some of the joys by the way which they might otherwise miss?
The great thing that strikes you on looking back is how quickly you have come-how very brief is the span of life on this earth.
The warning that one would give, therefore, is that it is well not to fritter it away on things that don't count in the end; nor on the other hand is it good to take life too seriously as some seem to do. Make it a happy life while you have it.
That is where success is possible to every man. Varied are the ideas of what constitutes "success," e.g. money, position, power, achievement, honours, and the like.
But these are not open to every man-nor do they bring what is real success, namely, happiness. Happiness is open to all, since, when you boil it down, it merely consists of contentment with what you have got and doing what you can for other people.
As Sir Henry Newbolt sums it up: "The real test of success is whether a life has been a happy one and a happy giving one."
terça-feira, 22 de abril de 2008
face trigésima segunda - Luz natural e barata
Para celebrar o dia da Terra, que se celebra hoje, nada como uma ideia interessante que surge do outro lado do Atlântico, no Brasil, onde o consumo eléctrico ainda é um luxo para 'muita galera'.
Imaginem a quantidade de electricidade (e o seu custo associado) que se consume em divisões interiores e sem janelas, mesmo durante o dia. Agora peguem numa garrafa de plástico (tipo Coca Cola) encham de água, fechem e coloquem sobre a tampa uma daquelas caixas pretas de rolo de fotografia 35mm. Se a colocarem atravessada num telhado, com o topo para cima e da parte de fora, todo o resto funcionará como um dispersor de luz no interior da divisão. Não acreditam? Então vejam o video...
Como diz o ditado popular "a necessidade aguça o engenho" e neste caso minimiza o problema a muito boa gente. E vocês, o que têm feito pela Terra?
Imaginem a quantidade de electricidade (e o seu custo associado) que se consume em divisões interiores e sem janelas, mesmo durante o dia. Agora peguem numa garrafa de plástico (tipo Coca Cola) encham de água, fechem e coloquem sobre a tampa uma daquelas caixas pretas de rolo de fotografia 35mm. Se a colocarem atravessada num telhado, com o topo para cima e da parte de fora, todo o resto funcionará como um dispersor de luz no interior da divisão. Não acreditam? Então vejam o video...
Como diz o ditado popular "a necessidade aguça o engenho" e neste caso minimiza o problema a muito boa gente. E vocês, o que têm feito pela Terra?
segunda-feira, 21 de abril de 2008
face trigésima primeira - A geração do ecrã
Vale a pena ler e reflectir...
Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.
Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os 'Morangos com açúcar', só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.
Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos - bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se.
Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a sr.ª ministra - que não entra numa escola sem avisar - é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas).
Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!
O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social. Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador. Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar. Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs.
E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano. E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido. Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho. E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse.
A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os arroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.
A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar. A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento. E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã. E nós deixamos.
Alice Vieira (escritora)
Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.
Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os 'Morangos com açúcar', só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.
Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos - bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se.
Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a sr.ª ministra - que não entra numa escola sem avisar - é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas).
Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!
O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social. Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador. Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar. Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs.
E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano. E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido. Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho. E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse.
A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os arroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.
A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar. A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento. E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã. E nós deixamos.
Alice Vieira (escritora)
sexta-feira, 18 de abril de 2008
face trigésima - A música também cura...
Quem passa pelo Largo Conde-Barão, em Lisboa, poderá ficar surpreendido ao ouvir o som de um piano no interior de uma farmácia, mas mais surpreendido irá ficar quando olhar para o interior da mesma e verificar que existe mesmo um piano (de cauda) e um pianista a tocá-lo!
Não acredita? Então dê um salto à Farmácia Açoreana, no Largo Conde-Barão, avie uma caixa de pastilhas para a gargânta e fique a ouvir uma polonaise de Chopin, tocada pelo pianista Vera Prokic (essa mesma, a do cabelo cor de fogo, que se passeia por S. Bento ou no Bairro Alto, com o seu papagaio Mateo).
Hoje passei por lá à hora do almoço mas não era a Vera...
É uma das mais antigas farmácias de Lisboa, senão a mais antiga. Em 1867, já a farmácia Açoriana, sita no Largo Conde Barão, números 1 a 3, anunciava, no Almanaque Jardim do Povo - que apesar do nome popular, era um almanaque literário, dirigido pelo escritor romântico António Feliciano de Castilho -, ter em seu poder, "pós dentífricos, da receita particular que usava sua Magestade, a Srª D. Maria II".
São, pelo menos, 139 anos de história a cuidar da saúde da população de Santos, mas desde o início de setembro, após mais de dois meses de uma remodelação profunda, que triplicou a área das históricas instalações da farmácia, a Açoriana rejuvenesceu e oferece todas as segundas, quartas e sextas feiras, à hora de almoço (entre as 12h00 e as 13h30), concertos de piano totalmente gratuitos, pelas mãos da pianista jugoslava, Vera Prokic.
O rosto por detrás da transformação de uma farmácia que estava tão degradada como o largo onde se instalou há praticamente século e meio, é Carlos Quelhas, um jovem farmacêutico de 27 anos, natural da Guarda. O grande átrio de entrada da farmácia do Largo Conde Barão e a sua montra - uma área onde, antes das obras, funcionava toda a farmácia - são inteiramente dedicados à cultura. "Aqui, apesar das pressões e ofertas, não entra a indústria farmacêutica, apenas cultura", afirma, adiantando que a parede encarnada sangue que enquadra o piano de cauda branco que comprou para aviar receitas ao som de Chopin terá patentes várias exposições de pintura e fotografia.
Numa farmácia de Lisboa, enquanto se espera, pode tocar-se piano. A ideia foi posta em prática em 2006, por uma das mais antigas farmácias de Lisboa, a Açoriana. Não só tem um piano à disposição dos clientes como, em alguns dias da semana, promove pequenos recitais de jazz e música clássica. A jornalista Sofia Santos foi espreitar como reagem os clientes.
Não acredita? Então dê um salto à Farmácia Açoreana, no Largo Conde-Barão, avie uma caixa de pastilhas para a gargânta e fique a ouvir uma polonaise de Chopin, tocada pelo pianista Vera Prokic (essa mesma, a do cabelo cor de fogo, que se passeia por S. Bento ou no Bairro Alto, com o seu papagaio Mateo).
Hoje passei por lá à hora do almoço mas não era a Vera...
É uma das mais antigas farmácias de Lisboa, senão a mais antiga. Em 1867, já a farmácia Açoriana, sita no Largo Conde Barão, números 1 a 3, anunciava, no Almanaque Jardim do Povo - que apesar do nome popular, era um almanaque literário, dirigido pelo escritor romântico António Feliciano de Castilho -, ter em seu poder, "pós dentífricos, da receita particular que usava sua Magestade, a Srª D. Maria II".
São, pelo menos, 139 anos de história a cuidar da saúde da população de Santos, mas desde o início de setembro, após mais de dois meses de uma remodelação profunda, que triplicou a área das históricas instalações da farmácia, a Açoriana rejuvenesceu e oferece todas as segundas, quartas e sextas feiras, à hora de almoço (entre as 12h00 e as 13h30), concertos de piano totalmente gratuitos, pelas mãos da pianista jugoslava, Vera Prokic.
O rosto por detrás da transformação de uma farmácia que estava tão degradada como o largo onde se instalou há praticamente século e meio, é Carlos Quelhas, um jovem farmacêutico de 27 anos, natural da Guarda. O grande átrio de entrada da farmácia do Largo Conde Barão e a sua montra - uma área onde, antes das obras, funcionava toda a farmácia - são inteiramente dedicados à cultura. "Aqui, apesar das pressões e ofertas, não entra a indústria farmacêutica, apenas cultura", afirma, adiantando que a parede encarnada sangue que enquadra o piano de cauda branco que comprou para aviar receitas ao som de Chopin terá patentes várias exposições de pintura e fotografia.
PÚBLICO, 26 Set.06. Diana Ralha
Numa farmácia de Lisboa, enquanto se espera, pode tocar-se piano. A ideia foi posta em prática em 2006, por uma das mais antigas farmácias de Lisboa, a Açoriana. Não só tem um piano à disposição dos clientes como, em alguns dias da semana, promove pequenos recitais de jazz e música clássica. A jornalista Sofia Santos foi espreitar como reagem os clientes.
TSF, 18 Abr.07
quinta-feira, 17 de abril de 2008
face vigésima nona - Green Cork
Não, não é nenhuma campanha publicitária de um novo campo de golf, mas sim uma campanha de reciclagem de rolhas de cortiça! Vale a pena ler e consultar. E já agora, é uma excelente oportunidade para abrir uma garrafa de vinho e saborear bons momentos com amigos... e no final não se esqueça de guardar a rolha!
Esclarecimento: não sou um 'ecologista militante' mas apenas um cidadão do Mundo!
Programa de Reciclagem de Rolhas de Cortiça
Assiste-se, actualmente, a uma grande pressão sobre as rolhas de cortiça, produto vital na cadeia de valor acrescentado que beneficia as comunidades rurais e que garante igualmente a sustentabilidade económica de todas as aplicações de cortiça. Esta pressão provém de produtos alternativos (vedantes sintéticos e cápsulas de alumínio), que são derivados do petróleo e do alumínio, indústrias ambientalmente nocivas.
Há, pois, que defender a rolha de cortiça como produto que garantiu e deverá continuar a garantir a manutenção do montado de sobreiros, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do continente europeu e que se estima absorver, por ano, 4,8 milhões de toneladas de CO2, um dos principais gases causadores do efeito estufa e do consequente aquecimento global. Como a cortiça é a própria casca da árvore, também retém CO2 e ao ser reciclada, evitam-se emissões deste gás para a atmosfera, contrariamente ao que acontece quando se decompõe ou é incinerada.
O GREEN CORK é um Programa de Reciclagem de Rolhas de Cortiça desenvolvido pela Quercus, em parceria com a Corticeira Amorim, a Modelo/Continente e a Biological. Tem como objectivo não só a transformação das rolhas usadas noutros produtos, mas, também, com o seu esforço de reciclagem, permitir o financiamento de parte do Programa “CRIAR BOSQUES, CONSERVAR A BIODIVERSIDADE”, que utilizará exclusivamente árvores que constituem a nossa floresta autóctone, entre os quais o Sobreiro, Quercus suber.
O projecto foi construído tendo por base a utilização de circuitos de distribuição já existentes, o que permite obtermos um sistema de recolha sem custos adicionais, que possibilita que todas as verbas sejam destinadas à plantação de árvores. Tudo isto sem aumentar as emissões de CO2!
As rolhas de cortiça recicladas nunca são utilizadas para produzir novas rolhas, mas têm muitas outras aplicações, que vão desde a indústria automóvel, à construção civil ou aeroespacial.
A internacionalização do projecto está já a ser negociada. Em breve, as rolhas usadas de outros países europeus começarão a ser recicladas em Portugal, dentro de um esquema montado a partir daqui, resultando num contributo adicional para o esforço de reflorestações e conservação de florestas autóctones portuguesas. Este exemplo único de exploração de uma floresta autóctone, que conseguiu ao longo dos tempos conciliar criação de riqueza, serviço ambiental e impacto social positivo, irá agora completar este ciclo, renovando a própria floresta que esteve na sua origem.
Esclarecimento: não sou um 'ecologista militante' mas apenas um cidadão do Mundo!
Programa de Reciclagem de Rolhas de Cortiça
Assiste-se, actualmente, a uma grande pressão sobre as rolhas de cortiça, produto vital na cadeia de valor acrescentado que beneficia as comunidades rurais e que garante igualmente a sustentabilidade económica de todas as aplicações de cortiça. Esta pressão provém de produtos alternativos (vedantes sintéticos e cápsulas de alumínio), que são derivados do petróleo e do alumínio, indústrias ambientalmente nocivas.
Há, pois, que defender a rolha de cortiça como produto que garantiu e deverá continuar a garantir a manutenção do montado de sobreiros, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do continente europeu e que se estima absorver, por ano, 4,8 milhões de toneladas de CO2, um dos principais gases causadores do efeito estufa e do consequente aquecimento global. Como a cortiça é a própria casca da árvore, também retém CO2 e ao ser reciclada, evitam-se emissões deste gás para a atmosfera, contrariamente ao que acontece quando se decompõe ou é incinerada.
O GREEN CORK é um Programa de Reciclagem de Rolhas de Cortiça desenvolvido pela Quercus, em parceria com a Corticeira Amorim, a Modelo/Continente e a Biological. Tem como objectivo não só a transformação das rolhas usadas noutros produtos, mas, também, com o seu esforço de reciclagem, permitir o financiamento de parte do Programa “CRIAR BOSQUES, CONSERVAR A BIODIVERSIDADE”, que utilizará exclusivamente árvores que constituem a nossa floresta autóctone, entre os quais o Sobreiro, Quercus suber.
O projecto foi construído tendo por base a utilização de circuitos de distribuição já existentes, o que permite obtermos um sistema de recolha sem custos adicionais, que possibilita que todas as verbas sejam destinadas à plantação de árvores. Tudo isto sem aumentar as emissões de CO2!
As rolhas de cortiça recicladas nunca são utilizadas para produzir novas rolhas, mas têm muitas outras aplicações, que vão desde a indústria automóvel, à construção civil ou aeroespacial.
A internacionalização do projecto está já a ser negociada. Em breve, as rolhas usadas de outros países europeus começarão a ser recicladas em Portugal, dentro de um esquema montado a partir daqui, resultando num contributo adicional para o esforço de reflorestações e conservação de florestas autóctones portuguesas. Este exemplo único de exploração de uma floresta autóctone, que conseguiu ao longo dos tempos conciliar criação de riqueza, serviço ambiental e impacto social positivo, irá agora completar este ciclo, renovando a própria floresta que esteve na sua origem.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
face vigésima oitava - Mais alto?
O bichinho ficou e agora estou num dilema!
Depois do Curso de Iniciação ao Montanhismo (NI), surge agora o Curso de Aperfeiçoamento ao Montanhismo (NII), também organizado pela Bivaque, e dirigido pelo meu amigo Pedro Cuiça.
E para ajudar, a minha querida irmã, vinda recentemente de Chamonix, trouxe-me um livro sobre alpinismo e percursos de montanha no Mont Blanc!
E agora? O tempo disponível não é muito e os fundos andam escassos com o projecto do Transiberiano! Acho que vou lavar escadas... ou melhor ainda vou lavar janelas! Para alguma coisa há de servir o curso de iniciação ao montanhismo! Sigo o exemplo do João Garcia, que para arranjar dinheiro para os seus projectos fazia trabalhos em altura (fazia... porque neste momento tem o Millenium a patrocinar!).
Será que não arranjo um mecenas para me patrocinar também? Eu subo o Cântaro Magro, na Serra da Estrela, e levo uma faixa ou bandeira do meu patrocinador!
foto: Luís Ferreira - CAAL
Depois do Curso de Iniciação ao Montanhismo (NI), surge agora o Curso de Aperfeiçoamento ao Montanhismo (NII), também organizado pela Bivaque, e dirigido pelo meu amigo Pedro Cuiça.
E para ajudar, a minha querida irmã, vinda recentemente de Chamonix, trouxe-me um livro sobre alpinismo e percursos de montanha no Mont Blanc!
E agora? O tempo disponível não é muito e os fundos andam escassos com o projecto do Transiberiano! Acho que vou lavar escadas... ou melhor ainda vou lavar janelas! Para alguma coisa há de servir o curso de iniciação ao montanhismo! Sigo o exemplo do João Garcia, que para arranjar dinheiro para os seus projectos fazia trabalhos em altura (fazia... porque neste momento tem o Millenium a patrocinar!).
Será que não arranjo um mecenas para me patrocinar também? Eu subo o Cântaro Magro, na Serra da Estrela, e levo uma faixa ou bandeira do meu patrocinador!foto: Luís Ferreira - CAAL
sábado, 5 de abril de 2008
face vigésima sétima - Finalmente na parede...
Como diz o povo "não há duas sem três e à terceira é de vez"! E de facto assim aconteceu, depois de várias vezes cancelada e adiada, a última aula prática do curso de iniciação ao montanhismo da Bivaque aconteceu durante o passado fim-de-semana. Assim, e depois de reunirmos o grupo na aldeia do Penedo, na serra de Sintra, dirigimo-nos até à Pedra Amarela para mais uma formação prática, com escalada e rappel.
A primeira imagem que temos quando chegamos ao local é simplesmente fantástica e alta!
Mas nada como começar com uma descida em rappel para nos familiarizarmos com o terreno. Desta vez em corda dupla, com autosegurança feita por cada um dos formandos recorrendo ao nó machard...
O tempo parecia querer mudar para chuva mas aguentou-se firme até ao final do dia, apenas com algumas ameaças! A parte da tarde foi dedicada a escalar em rocha por duas pequenas vias para aperfeiçoar a técnica gestual. E a primeira pergunta que nos ocorre assim que atacamos a via é "onde raio estão as presas?" Pois é, em artificial é mais fácil porque até podemos escolher a cor que queremos seguir! Aqui a primeira dificuldade é descobrir onde colocar os pés e as mãos para subir. Mas lá fomos descobrindo, à custa de muito esforço e algumas pequenas quedas.
No domingo voltámos a Monsanto e iniciámos a aula no Parque da Pedra, na pedreira da Serafina. Desta vez sem o rappel para "abrir as hostilidades", começando logo por atacar a parede artificial montada pela CML.
Escalada em top rope por duas vias e oportunidade para simular uma escalada a abrir para experimentar mosquetonar os pontos de segurança. E foi sempre a abrir...
A parte da tarde estava reservada para uma outra experiência mais radical, uma escalada num fenda e a oportunidade de aplicar técnicas de entalamento! Uii... alguns arranhões e muita adrenalina a correr, mas a sensação de conquista no final da via fizeram deste dia uma recordação inesquecível! A repetir...
Ficou a vontade de fazer o nível II do curso de montanhismo, mas por agora vou ficar por aqui e em Outubro lançar-me no curso de monitor de pedestrianismo da FCMP.
Escalada em top rope por duas vias e oportunidade para simular uma escalada a abrir para experimentar mosquetonar os pontos de segurança. E foi sempre a abrir...
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