quinta-feira, 9 de outubro de 2008

face septagésima sexta - Faz 30 anos que morreu Jacques Brel

Gestos teatrais e rosto suado, parecia consumir-se em palco como se a vida dependesse disso. Cantor, escritor de canções, actor e realizador, Jacques Brel morreu faz esta quinta-feira 30 anos.
Os seus últimos dias de vida passou-os no retiro a que se auto impôs, nas Ilhas Marquesas, na Polinésia Francesa. "Gemir n'ést pas de mise aux Marquises", cantava no seu derradeiro álbum, singelamente intitulado "Brel", lançado em 1977. E poderia ser um epitáfio.

"Os homens prudentes são os inseguros". Esta frase de Brel resume, de certo modo, o percurso do artista belga, falecido a 9 de Outubro de 1978. Passados 30 anos sobre a sua morte, o cantautor permanece como um dos grandes da canção francófona. De " Ne me quites pas" e de "Quand on n'a que l'amour" à crueza de "Amesterdam", da amargura de "Les vieux" à ternura impotente de "Voir un ami pleurer", do desassombro de "Le bon dieu" ao desajeitado "Les bonbons", há um rol de canções que se tornaram clássicos intemporais. Temas como "La valse à mille temps", "Mathilde", "Les Burgeois", "Vieillir", para só citar alguns dos mais conhecidos e emblemáticos, remetem para a memória de um cantor que marcou não só a sua época como as seguintes.

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