Eu vou estar por aqui... não, não é em Londres mas sim no Douro!
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
face centésima quadragésia primeira - Rentrée

E pronto! De volta à labuta do dia-a-dia depois de duas semanas de merecido descanso!
A semana passada ainda andei por terras do sudoeste alentejano, que por sinal estavam mais frescas que as Terras de Bouro! Até fazia frio à noite!
Entretanto, agora já em Lisboa, a semana começou cinzenta e com vontade de chuva... pelo menos diminui a temperatura e o risco de incêndios!
Faço já contas dos dias que faltam para partir para Praga... será no início de Outubro! Mas até lá ainda me espera o Douro, o Cávado e o Ave, na próxima semana, e o Mondego e a Lagoa de Óbidos na semana seguinte... isto se os Deuses estiverem favoráveis! LOL
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
face centésima quadragésima - Gerês V
Mais um dia dedicado à piscina e ao descanso! Só saímos do Parque para jantar e conhecer a Vila do Gerês!

Nas termas do Gerês... wallpaper!

E que falta que faz um tripé em condições!

Relíquias de outros tempos agora recuperadas!
Não gostei da povoação, está demasiado turística para o meu gosto!
O regresso ao Parque fez-se por S. Bento e ainda deu para sentir a devoção dos minhotos num dos dias mais importantes e dedicados à peregrinação a este santuário!
Nas termas do Gerês... wallpaper!
E que falta que faz um tripé em condições!
Relíquias de outros tempos agora recuperadas!
Não gostei da povoação, está demasiado turística para o meu gosto!
O regresso ao Parque fez-se por S. Bento e ainda deu para sentir a devoção dos minhotos num dos dias mais importantes e dedicados à peregrinação a este santuário!
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
face centésima trigésima nona - Gerês IV
Um dia dedicado à àgua e às cascatas naturais!
Primeira paragem, as cascatas do Tahiti! Quem é que se lembrou de tal nome? Será que não existe um nome em português? Enfim, uma cascata como esta merece um nome bem português e não o nome de ilhas do Pacífico! Triste ideia de quem colocou aquele nome!

Fica o deleite em que mergulhámos, uma água límpida e fresca, que acalmou o calor que desde logo cedo se fazia sentir. De resto, ficam as imagens para ilustrar a maravilha deste lugar!


Nas Cascatas do Tahiti.
Decidimos ir visitar a próxima, a Cascata do Arado. Má escolha! Não havia água para tanta gente! Acabámos por subir até ao topo do monte, tirar umas fotografias e rumar a norte até à Portela do Homem.


Perto da Cascata do Arado.
A passagem pela Mata da Albergaria é feita mediante o pagamento de uma taxa, o que permite, em parte, o controlo de quem passa. Seguimos para Espanha em busca dos banhos em Los Torneros, primeira povoação galega. Felizmente que o espaço é amplo e há lugar para todos.


Água quente em Los Torneros - Espanha.
Terminamos a nossa passagem por Espanha com o bocadilho de jamon e regressámos ao Parque novamente pela estrada que atravessa a Mata da Albergaria, mas com a variante para Vilarinho das Furnas. O percurso faz-se ao longo de mais um (grande) troço da Geira Romana, cheia de marcos, ribeiros e fontes, no meio de um verde estonteante e uma poeira seca e agreste que entra por todos os lados (ainda tenho este pó no interior do carro!).



Marcos miliares da Via Nova (Geira Romana); painel informativo; pedreira (pormenor das fendas onde eram colocadas as cavlhas de madeira que fendiam a rocha; de novo na Mata da Albergaria.
Jantar novamente no restaurante do Parque de Campismo.
Primeira paragem, as cascatas do Tahiti! Quem é que se lembrou de tal nome? Será que não existe um nome em português? Enfim, uma cascata como esta merece um nome bem português e não o nome de ilhas do Pacífico! Triste ideia de quem colocou aquele nome!
Fica o deleite em que mergulhámos, uma água límpida e fresca, que acalmou o calor que desde logo cedo se fazia sentir. De resto, ficam as imagens para ilustrar a maravilha deste lugar!
Nas Cascatas do Tahiti.
Decidimos ir visitar a próxima, a Cascata do Arado. Má escolha! Não havia água para tanta gente! Acabámos por subir até ao topo do monte, tirar umas fotografias e rumar a norte até à Portela do Homem.
Perto da Cascata do Arado.
A passagem pela Mata da Albergaria é feita mediante o pagamento de uma taxa, o que permite, em parte, o controlo de quem passa. Seguimos para Espanha em busca dos banhos em Los Torneros, primeira povoação galega. Felizmente que o espaço é amplo e há lugar para todos.
Água quente em Los Torneros - Espanha.
Terminamos a nossa passagem por Espanha com o bocadilho de jamon e regressámos ao Parque novamente pela estrada que atravessa a Mata da Albergaria, mas com a variante para Vilarinho das Furnas. O percurso faz-se ao longo de mais um (grande) troço da Geira Romana, cheia de marcos, ribeiros e fontes, no meio de um verde estonteante e uma poeira seca e agreste que entra por todos os lados (ainda tenho este pó no interior do carro!).
Marcos miliares da Via Nova (Geira Romana); painel informativo; pedreira (pormenor das fendas onde eram colocadas as cavlhas de madeira que fendiam a rocha; de novo na Mata da Albergaria.
Jantar novamente no restaurante do Parque de Campismo.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
face centésima trigésima oitava - Gerês III
Manhã fora do Parque de Campismo... calor, muito calor! Saída rumo à Vila do Gerês pela estrada da serra. Paisagem BRUTAL!

Os penedos alcantilhados, parecem sentinelas permanentes!
Montanhas e mais montanhas, e de repente um plano de água azul. Seguimos directos a Rio Caldo, onde acabámos por levantar apenas dinheiros num ATM e regressámos novamente ao Parque. Primeira passagem por S. Bento da Porta Aberta... é tempo de peregrinar até ao Santuário, e os minhotos são grandes devotos deste santo!
Piscina!!! Água fresca!!! Ficámos até fechar...
Descemos novamente até S. Bento da Porta Aberta, desta vez com tempo (e vontade) para parar e visitar o santuário.

Lá em baixo a Albufeira da Caniçada.

A marina de Rio Caldo, na Caniçada.

A piscina do Parque de Campismo de Cerdeira (simplesmente fantástica).
Depois continuámos até Rio Caldo onde jantámos no afamado Rei da Batata a Murro, onde uma miúda dos seus seis anos que ajudava a servir à mesa, não parava de perguntar se iamos comer mais, pois só queria levar as travessas e os pratos! Nada de especial, nem me recordo o que comi!
Os penedos alcantilhados, parecem sentinelas permanentes!
Montanhas e mais montanhas, e de repente um plano de água azul. Seguimos directos a Rio Caldo, onde acabámos por levantar apenas dinheiros num ATM e regressámos novamente ao Parque. Primeira passagem por S. Bento da Porta Aberta... é tempo de peregrinar até ao Santuário, e os minhotos são grandes devotos deste santo!
Piscina!!! Água fresca!!! Ficámos até fechar...
Descemos novamente até S. Bento da Porta Aberta, desta vez com tempo (e vontade) para parar e visitar o santuário.
Lá em baixo a Albufeira da Caniçada.
A marina de Rio Caldo, na Caniçada.
A piscina do Parque de Campismo de Cerdeira (simplesmente fantástica).
Depois continuámos até Rio Caldo onde jantámos no afamado Rei da Batata a Murro, onde uma miúda dos seus seis anos que ajudava a servir à mesa, não parava de perguntar se iamos comer mais, pois só queria levar as travessas e os pratos! Nada de especial, nem me recordo o que comi!
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
face centésima trigésima sétima - Gerês II
Um dia bastante cansativo!
Decidimos percorrer o Trilho da Águia do Sarilhão (PR5), um dos trilhos da Senda de Miguel Torga, da Câmara Municipal de Terras de Bouro. Começou logo mal, pois a Porta do Campo de Gerês, onde se encontra o Museu Etnográfico de Vilarinho das Furna, estava fechado (como todos os museus à segunda-feira!). Conclusão, tivemos que nos guiar pelo folheto que tinha tirado da net (com uma qualidade inferior!). Enfim, não haveria de ser complicado, pois bastaria seguir os sinais. Mas para tal era necessário que eles lá estivessem! Parece que há por ali algumas falhas na sinalética, o que causou alguns enganos no caminho a seguir!

O início do Trilho PR5- Águia do Sarilhão... e que sarilhos!

A ponte romana próximo da Pousada da Juventude.
Decidimos tomar a direcção do Parque de Campismo, onde já tinhamos avistado o trilho e começar a partir desse ponto. Tinhamos perdido a manhã toda à procura do trilho...
Uma pequena paragem no Ribeiro da Cerdeira, que acompanha parte do trilho, para nos refrescar o corpo e seguimos caminho rumo à Fraga do Sarilhão e Silha dos Ursos.
Depois a descida, já na Mata da Albergaria, até à albufeira de Vilarinho das Furnas, e a água ali tão longe!


O Ribeiro de Cerdeira , onde nos refrescámos; a subida para a Fraga; já na Mata da Albergaria; caminhos mais frescos!
Novamente uma falha na sinalética, onde o trilho cruza parte da Geira Romana, e lá fomos nós enganados e fora do trilho. O calor era insuportável e acabámos por desistir e voltar ao parque de campismo.
Voltámos à albufeira, desta vez de carro, e fomos descobrir a cascata (artificial) de Vilarinho das Furnas, onde acabámos por nos refrescar (quase gelar) nas águas correntes e límpidas.

A Albufeira de Vilarinho das Furnas.

A Cascata de Vilharinho das Furnas (artificial, mas nem por isso menos apetitosa!)
O jantar foi no "Cantinho do Antigamente", um restaurante em Covide, onde nos deleitámos com um chouriço de entrada, umas pastilhas (pataniscas de bacalhau) com arroz malandro de feijão e uma posta barrosã com batatas. E para acompanhar tudo, um bom vinho verde - Quinta de Amares - recomendado pela Maria Adelaide (responsável pelo espaço).
Decidimos percorrer o Trilho da Águia do Sarilhão (PR5), um dos trilhos da Senda de Miguel Torga, da Câmara Municipal de Terras de Bouro. Começou logo mal, pois a Porta do Campo de Gerês, onde se encontra o Museu Etnográfico de Vilarinho das Furna, estava fechado (como todos os museus à segunda-feira!). Conclusão, tivemos que nos guiar pelo folheto que tinha tirado da net (com uma qualidade inferior!). Enfim, não haveria de ser complicado, pois bastaria seguir os sinais. Mas para tal era necessário que eles lá estivessem! Parece que há por ali algumas falhas na sinalética, o que causou alguns enganos no caminho a seguir!
O início do Trilho PR5- Águia do Sarilhão... e que sarilhos!
A ponte romana próximo da Pousada da Juventude.
Decidimos tomar a direcção do Parque de Campismo, onde já tinhamos avistado o trilho e começar a partir desse ponto. Tinhamos perdido a manhã toda à procura do trilho...
Uma pequena paragem no Ribeiro da Cerdeira, que acompanha parte do trilho, para nos refrescar o corpo e seguimos caminho rumo à Fraga do Sarilhão e Silha dos Ursos.
Depois a descida, já na Mata da Albergaria, até à albufeira de Vilarinho das Furnas, e a água ali tão longe!
O Ribeiro de Cerdeira , onde nos refrescámos; a subida para a Fraga; já na Mata da Albergaria; caminhos mais frescos!
Novamente uma falha na sinalética, onde o trilho cruza parte da Geira Romana, e lá fomos nós enganados e fora do trilho. O calor era insuportável e acabámos por desistir e voltar ao parque de campismo.
Voltámos à albufeira, desta vez de carro, e fomos descobrir a cascata (artificial) de Vilarinho das Furnas, onde acabámos por nos refrescar (quase gelar) nas águas correntes e límpidas.
A Albufeira de Vilarinho das Furnas.
A Cascata de Vilharinho das Furnas (artificial, mas nem por isso menos apetitosa!)
O jantar foi no "Cantinho do Antigamente", um restaurante em Covide, onde nos deleitámos com um chouriço de entrada, umas pastilhas (pataniscas de bacalhau) com arroz malandro de feijão e uma posta barrosã com batatas. E para acompanhar tudo, um bom vinho verde - Quinta de Amares - recomendado pela Maria Adelaide (responsável pelo espaço).
domingo, 9 de agosto de 2009
face centésima trigésima sexta - Gerês I
Já cá estamos!
(escrito na PSP, na esplanada do bar do Parque de Campismo da Cerdeira - Gerês)
Primeiro dia em Terra de Bouro, mais precisamente no Parque de Campismo da Cerdeira, Campo do Gerês.
A viagem, de cerca de 4 horas, com algumas paragens pelo meio, fez-se sem incidentes em acidentes! Apenas a relatar a passagem pelo incêndio de atravessava a A3, e que originou um corte de mais de uma hora (já tinhamos passado). O calor que se fez sentir quando se passou pelo meio do fogo foi assustador!
Paragem em Braga para uma curta visita e aliviar as pernas (e traseiro!) de tantas horas sentado.
Aproveitámos para visitar a Sé de Braga (a tal 'velhinha') onde estava a terminar um casamento de emigrantes... deve ter vindo a família toda com tanta gente que estava presente!


A 'velhinha' Sé de Braga: pormenor lateral da entrada (Porta do Sol); idem; estátuas da fachada; Casa dos Coimbras (ver anexo).
Chegada ao Parque já a meio da tarde e sem problemas de arranjar um espaço para nossa tenda! E o pedido do Cartão Nacional de Campista no ACP ainda veio a calhar!
Tenda montada e prontos para fazer o reconhecimento. O parque não é muito grande (uma vantagem) e tem óptimas condições. Muita sombra, umas instalações sanitárias limpas e bem distribuídas pelo parque (embora um pouco escuras), um bar/restaurante (com Wireless), uma piscina simpática, bem como um miradouro para ver um fanástico pôr-do-sol!
O jantar foi no restaurante do parque, uma mista de carne, por sinal bastante saborosa. E para ajudar a relaxar da viagem, uma 'festa da caipirinha' à beira da piscina!
Tudo óptimo!

A Casa dos Coimbras - Braga

A capela dos Coimbras foi construída conjuntamente com a remodelação e ampliação do "Palacete dos Coimbras", em 1525-1528.
A Casa dos Coimbras tem nas suas origens uma construção que já em 1471 servia de residência ao Deão D. Martim Anes, em 1477 ao bispo Titopolis D. Gil e em 1502 ao protonotário apostólico D. Luís Gonçalves Farto.
Foi adquirida em 1505 por João de Coimbra, natural de Lisboa e Doutor em degredos. Era, igualmente, Provisor da Mitra de Braga.
Esta casa sofreu diversas reconstruções.
A primeira por artistas biscainhos presentes em Braga para a execução da capela-mor da Sé Catedral.
Em 1525, D. João de Coimbra manda edificar uma capela privada dedicada a Nossa Senhora da Conceição, que ficará conhecida como Capela dos Coimbras. A capela é da autoria dos mestres biscainhos, habitantes do Palácio dos Biscainhos. A capela possui o formato de uma torre quadrangular, e encontra-se dividida em dois espaços distintos, o galilé e a parte interior. O galilé, com ornamentos manuelinos, é da autoria de Filipe Odarte. A parte interior, da autoria João de Ruão, possui o tradicional altar-mor e as armas de D. João de Coimbra. A capela é coberta por uma abóbada de nervuras, e as paredes possuem imagens, em azulejos, alusivas ao Génesis.
Em 1906, as transformações urbanas ocorridas ditaram a destruição dos edifícios que se localizavam na fachada norte da Rua de S. João, desde a porta da muralha até à então designada Rua do Coelho, tendo o Palacete dos Coimbras sido trasladado para o Largo de Santa Cruz, aberto na mesma altura em virtude do derrube da porta da muralha, passando a ocupar parte do espaço pertencente à muralha medieval.
Os elementos arquitectónicos manuelinos são preservados, o novo edifício é então construído do lado oposto da rua, em continuidade com a capela. A casa dos Coimbras, possui as janelas e as portas do antigo palacete, tendo no entanto sido alterado o formato do edifício manuelino. Foi o arquitecto Vilaça, que projectou em 1924, a Casa dos Coimbras, aproveitando elementos da demolida primitiva construção manuelina, tendo sido reconstruído entre 1926 e 1931, no local onde hoje se encontra.
(escrito na PSP, na esplanada do bar do Parque de Campismo da Cerdeira - Gerês)
Primeiro dia em Terra de Bouro, mais precisamente no Parque de Campismo da Cerdeira, Campo do Gerês.
A viagem, de cerca de 4 horas, com algumas paragens pelo meio, fez-se sem incidentes em acidentes! Apenas a relatar a passagem pelo incêndio de atravessava a A3, e que originou um corte de mais de uma hora (já tinhamos passado). O calor que se fez sentir quando se passou pelo meio do fogo foi assustador!
Paragem em Braga para uma curta visita e aliviar as pernas (e traseiro!) de tantas horas sentado.
Aproveitámos para visitar a Sé de Braga (a tal 'velhinha') onde estava a terminar um casamento de emigrantes... deve ter vindo a família toda com tanta gente que estava presente!
A 'velhinha' Sé de Braga: pormenor lateral da entrada (Porta do Sol); idem; estátuas da fachada; Casa dos Coimbras (ver anexo).
Chegada ao Parque já a meio da tarde e sem problemas de arranjar um espaço para nossa tenda! E o pedido do Cartão Nacional de Campista no ACP ainda veio a calhar!
Tenda montada e prontos para fazer o reconhecimento. O parque não é muito grande (uma vantagem) e tem óptimas condições. Muita sombra, umas instalações sanitárias limpas e bem distribuídas pelo parque (embora um pouco escuras), um bar/restaurante (com Wireless), uma piscina simpática, bem como um miradouro para ver um fanástico pôr-do-sol!
O jantar foi no restaurante do parque, uma mista de carne, por sinal bastante saborosa. E para ajudar a relaxar da viagem, uma 'festa da caipirinha' à beira da piscina!
Tudo óptimo!
A Casa dos Coimbras - Braga
A capela dos Coimbras foi construída conjuntamente com a remodelação e ampliação do "Palacete dos Coimbras", em 1525-1528.
A Casa dos Coimbras tem nas suas origens uma construção que já em 1471 servia de residência ao Deão D. Martim Anes, em 1477 ao bispo Titopolis D. Gil e em 1502 ao protonotário apostólico D. Luís Gonçalves Farto.
Foi adquirida em 1505 por João de Coimbra, natural de Lisboa e Doutor em degredos. Era, igualmente, Provisor da Mitra de Braga.
Esta casa sofreu diversas reconstruções.
A primeira por artistas biscainhos presentes em Braga para a execução da capela-mor da Sé Catedral.
Em 1525, D. João de Coimbra manda edificar uma capela privada dedicada a Nossa Senhora da Conceição, que ficará conhecida como Capela dos Coimbras. A capela é da autoria dos mestres biscainhos, habitantes do Palácio dos Biscainhos. A capela possui o formato de uma torre quadrangular, e encontra-se dividida em dois espaços distintos, o galilé e a parte interior. O galilé, com ornamentos manuelinos, é da autoria de Filipe Odarte. A parte interior, da autoria João de Ruão, possui o tradicional altar-mor e as armas de D. João de Coimbra. A capela é coberta por uma abóbada de nervuras, e as paredes possuem imagens, em azulejos, alusivas ao Génesis.
Em 1906, as transformações urbanas ocorridas ditaram a destruição dos edifícios que se localizavam na fachada norte da Rua de S. João, desde a porta da muralha até à então designada Rua do Coelho, tendo o Palacete dos Coimbras sido trasladado para o Largo de Santa Cruz, aberto na mesma altura em virtude do derrube da porta da muralha, passando a ocupar parte do espaço pertencente à muralha medieval.
Os elementos arquitectónicos manuelinos são preservados, o novo edifício é então construído do lado oposto da rua, em continuidade com a capela. A casa dos Coimbras, possui as janelas e as portas do antigo palacete, tendo no entanto sido alterado o formato do edifício manuelino. Foi o arquitecto Vilaça, que projectou em 1924, a Casa dos Coimbras, aproveitando elementos da demolida primitiva construção manuelina, tendo sido reconstruído entre 1926 e 1931, no local onde hoje se encontra.
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