domingo, 9 de agosto de 2009

face centésima trigésima sexta - Gerês I

Já cá estamos!
(escrito na PSP, na esplanada do bar do Parque de Campismo da Cerdeira - Gerês)

Primeiro dia em Terra de Bouro, mais precisamente no Parque de Campismo da Cerdeira, Campo do Gerês.
A viagem, de cerca de 4 horas, com algumas paragens pelo meio, fez-se sem incidentes em acidentes! Apenas a relatar a passagem pelo incêndio de atravessava a A3, e que originou um corte de mais de uma hora (já tinhamos passado). O calor que se fez sentir quando se passou pelo meio do fogo foi assustador!
Paragem em Braga para uma curta visita e aliviar as pernas (e traseiro!) de tantas horas sentado.
Aproveitámos para visitar a Sé de Braga (a tal 'velhinha') onde estava a terminar um casamento de emigrantes... deve ter vindo a família toda com tanta gente que estava presente!



A 'velhinha' Sé de Braga: pormenor lateral da entrada (Porta do Sol); idem; estátuas da fachada; Casa dos Coimbras (ver anexo).

Chegada ao Parque já a meio da tarde e sem problemas de arranjar um espaço para nossa tenda! E o pedido do Cartão Nacional de Campista no ACP ainda veio a calhar!
Tenda montada e prontos para fazer o reconhecimento. O parque não é muito grande (uma vantagem) e tem óptimas condições. Muita sombra, umas instalações sanitárias limpas e bem distribuídas pelo parque (embora um pouco escuras), um bar/restaurante (com Wireless), uma piscina simpática, bem como um miradouro para ver um fanástico pôr-do-sol!
O jantar foi no restaurante do parque, uma mista de carne, por sinal bastante saborosa. E para ajudar a relaxar da viagem, uma 'festa da caipirinha' à beira da piscina!
Tudo óptimo!





A Casa dos Coimbras - Braga



A capela dos Coimbras foi construída conjuntamente com a remodelação e ampliação do "Palacete dos Coimbras", em 1525-1528.
A Casa dos Coimbras tem nas suas origens uma construção que já em 1471 servia de residência ao Deão D. Martim Anes, em 1477 ao bispo Titopolis D. Gil e em 1502 ao protonotário apostólico D. Luís Gonçalves Farto.
Foi adquirida em 1505 por João de Coimbra, natural de Lisboa e Doutor em degredos. Era, igualmente, Provisor da Mitra de Braga.
Esta casa sofreu diversas reconstruções.
A primeira por artistas biscainhos presentes em Braga para a execução da capela-mor da Sé Catedral.
Em 1525, D. João de Coimbra manda edificar uma capela privada dedicada a Nossa Senhora da Conceição, que ficará conhecida como Capela dos Coimbras. A capela é da autoria dos mestres biscainhos, habitantes do Palácio dos Biscainhos. A capela possui o formato de uma torre quadrangular, e encontra-se dividida em dois espaços distintos, o galilé e a parte interior. O galilé, com ornamentos manuelinos, é da autoria de Filipe Odarte. A parte interior, da autoria João de Ruão, possui o tradicional altar-mor e as armas de D. João de Coimbra. A capela é coberta por uma abóbada de nervuras, e as paredes possuem imagens, em azulejos, alusivas ao Génesis.
Em 1906, as transformações urbanas ocorridas ditaram a destruição dos edifícios que se localizavam na fachada norte da Rua de S. João, desde a porta da muralha até à então designada Rua do Coelho, tendo o Palacete dos Coimbras sido trasladado para o Largo de Santa Cruz, aberto na mesma altura em virtude do derrube da porta da muralha, passando a ocupar parte do espaço pertencente à muralha medieval.
Os elementos arquitectónicos manuelinos são preservados, o novo edifício é então construído do lado oposto da rua, em continuidade com a capela. A casa dos Coimbras, possui as janelas e as portas do antigo palacete, tendo no entanto sido alterado o formato do edifício manuelino. Foi o arquitecto Vilaça, que projectou em 1924, a Casa dos Coimbras, aproveitando elementos da demolida primitiva construção manuelina, tendo sido reconstruído entre 1926 e 1931, no local onde hoje se encontra.

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